Griso, o único
Griso, o único

 

Por Padmini

 

Um unicórnio corre aflito na planície.
Corre até os confins do mundo e depois dos confins do mundo.
Griso é seu nome e ele é o último de sua espécie, o último unicórnio. Por isso corre, à procura de um “outro”, em busca de um “igual” (por mais que isso pareça contraditório).
Assim é o enredo base de GRISO, O ÚNICO – livro que nos mostra o grande talento de Roger Mello, em uma edição caprichada da Editora Global.
Livro de Roger Mello
Livro de Roger Mello
Griso é o único, mas parece ser vários, em suas múltiplas formas ao longo das páginas de referências artísticas diversas.
Cada lugar por onde vai é representado com ilustrações inspiradas na arte universal, passando pelo surrealismo, pinturas de vasos, xiologravuras, e muitas outras referências. Tem-se a impressão de que a busca de Griso – além de ultrapassar os limites do espaço, chegando a depois dos confins do mundo – perpassa também todo o tempo.
Seria eterna essa busca? Seria humana?
Afinal, Griso pode ser uma metáfora de nós mesmos, seres humanos, em nossas singularidades e busca constante por outros iguais.
Estaríamos nós e Griso fadados a uma eterna busca, já que pode ser uma tarefa impossível achar alguém exatamente como nós?
Não seria mais fácil conviver com outros “únicos”, com outras singularidades?
O imaginário do unicórnio
O imaginário do unicórnio
Além das imagens, a história nos é contada em uma narrativa cheia de poeticidade e tom de aventura.
Depois de dormir no “colo da noite”, Griso vê uma baleia de chifre e pensa ter encontrado seu igual; em seguida, quase é morto por um ambicioso caçador medieval.
Griso corre, em sua incessante busca.
O final dessa procura, se existir, deixamos para o leitor descobrir em sua própria leitura. Em sua própria busca.
Damos apenas a sugestão de que não tenham pressa.
Brinquem com o olhar, com as tantas referências artísticas, detalhadas também no final do livro.
Pousem o imaginário nesse cavalo de um só chifre e seu simbolismo.
Permitam-se ver a si mesmos como Griso por alguns instantes.
Vivam cada paisagem.
Enfim, não tenham pressa.

 

Por todo o tempo...
Por todo o tempo…

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Griso: a aventura humana
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