livro infantil. o rei que amava música_ galocha - foto capa ig

Por Victor Mello

Era uma vez uma cidade maravilhosa, em um reino não muito distante, onde viviam em um palácio um rei muito festeiro e sua filha.

 

O REI QUE AMAVA MÚSICA é uma história super divertida, que apresenta os costumes de uma corte não muito convencional em um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. E mostra como seus gostos e convenções influenciaram a cultura de um lugar.
O rei se vê diante da seguinte situação: ele, um rei no meio de uma gente tão modesta, folião de primeira classe, às vésperas do baile de debutante de sua filha, mas sem saber o que fazer com a menina que – pasmem! –  não sabe dançar. Ai ai…
Um conto com rei e princesa, mas sem fada madrinha. Em casos como esse, nada mais apropriado do que a inversão de um clichê. O rei convocou todos os homens do reino para que a filha, assim, encontrasse um acompanhante… Alguém aí conhece essa história? E, no caso do livro, o acompanhante tem o desafio de conseguir ensiná-la a dançar.
Nesse lugar que já foi sede de um império e que também já foi consagrado por ser lar de um bruxo, famoso mundialmente por suas habilidades mágicas com as palavras, é que tudo isso acontece.
UMA PRINCESA DANÇANTE
UMA PRINCESA DANÇANTE
Os acompanhantes fracassam em sua tentativa, até que alguém (quem será?) chega e magicamente faz a princesa dançar. No entanto, as recompensas sem esforço costumam não ter consequências fáceis, como diz a expressão popular “quando a esmola é demais, o santo desconfia”.
PS: fora a AMEAÇA DE SPOILER acima, mais do desfecho da obra, deixamos para sua própria leitura. Mas continuamos com as reflexões. =p
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Pessoalmente, gostaria de dizer que O REI QUE AMAVA MÚSICA é um baita exemplo de literatura infantil. Com sua narrativa leve e conteúdo anacrônico, a obra é carregada de subjetividade e de sintomas que nos deixam em dúvida sobre os limites entre realidade e ficção.
ALPINISMO SOCIAL
ALPINISMO SOCIAL
A obra, escrita por Ana Luiza Badaró, mescla com gracejos a ficção, própria das criações literárias e seus níveis de profundidade, com leves pitadas de realidade palpável, trasnmitidas pelas ilustrações de Ionit Zilberman.
Apresenta ainda despretensiosamente alguns contrastes, como o caso do rádio simplório usado por um rei; a crença na oposição entre diversão e trabalho e o episódio da princesa que vivia em um clima de festa, mas não sabia dançar
O livro também trata de forma muito criativa a curiosidade de qualquer leitor que já tenha se deparado com “gigantes deitados” – por alguns  chamados de “montanhas”.
Quem nunca se perguntou como certas pedras gigantes foram parar onde estão?
Talvez os contos possam explicar…
E ainda é perceptível a liberdade artística nas transações entre texto e imagem, tornando-se um grande exemplo de que o livro ilustrado é sim uma co-autoria entre escritorxs, ilustradorxs, designers e editorxs.
UMA PAUSA PARA APRECIAÇÃO! – olhem que lindeza!

 

Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil!
Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil!
Essa é mais uma pérola da nossa parceira, e muito querida, Galocha!

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